Bilhão - esclarecimento e informação sobre seu dinheiro

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Brasil tem iPods mais caros do mundo

Quinta-feira, 18 de janeiro de 2007 - 10h15

O Brasil é o lugar mais caro do mundo para se comprar um iPod nano, segundo pesquisa realizada pelo banco australiano Commonwealth Bank.
A instituição, um dos maiores bancos da Austrália, usou a última versão do player de música da Apple, o fino modelo Nano, para comparar moedas mundiais e o poder de compra em 26 países.
Junto com o famoso índice Big Mac lançado há 20 anos pela revista The Economist, a pesquisa do banco australiano avalia os preços do iPod Nano de 2 gigabytes em dólares americanos e descobriu que ele é mais caro no Brasil.
A companhia do player de música digital custa em média 327,71 dólares no país, bem acima dos 222,27 dólares cobrados em média na Índia, segunda colocada no ranking.
O Canadá é o país onde se paga menos por um iPod Nano, 144,20 dólares, mais barato do que os 179,84 dólares cobrados na China, onde o aparelho é fabricado. Os Estados Unidos ocupam a quarta posição da lista, com o produto saindo a 149 dólares.
"O interessante, principalmente por causa do custo zero de frete, é que a China está no meio termo da lista em termos de preços mundiais", disse Craig James, economista-chefe do Commonwealth Bank, à Reuters.
A paridade do poder compra compara os preços de produtos em diferentes países e ajuda a mostrar, no mínimo, se uma moeda está desvalorizada em relação a outra.
James informou que os resultados sugerem que a moeda norte-americana tem espaço para crescer contra uma série de importantes divisas, com exceção dos dólares de Hong Kong e do Canadá e do iene japonês.
Entretanto, os resultados podem ser influenciados por diferentes políticas de preços que a Apple pode aplicar em partes distintas do mundo, disse James.
"Os resultados do índice iPod não fazem a alegria dos responsáveis por política monetária dos Estados Unidos.
Eles querem que o iuan se aprecie e não caia contra o dólar", disse James. Mais de 21 milhões de iPods foram vendidos no último trimestre.
Veja a seguir a lista dos países compilados pelo Commonwealth Bank e o custo médio em dólares dos EUA de um iPod Nano de 2 GB:


1. Brasil 327,71
2. Índia 222,27
3. Suécia 213,03
4. Dinamarca 208,25
5. Bélgica 205,81
6. França 205,80
7. Finlândia 205,80
8. Irlanda 205,79
9. Reino Unido 195,04
10. Áustria 192,86
11. Holanda 192,86
12. Espanha 192,86
13. Itália 192,86
14. Alemanha 192,46
15. China 179,84
16. Coréia do Sul 176,17
17. Suíça 175,59
18. Nova Zelândia 172,53
19. Austrália 172,36
20. Taiwan 164,88
21. Cingapura 161,25
22. México 154,46
23. EUA 149,00
24. Japão 147,63
25. Hong Kong 147,35
26. Canadá 144,20
Fonte: CommSec, Apple
O índice CommSec iPod, é baseado nos preços de janeiro deste ano.

Fonte Info Exame

domingo, janeiro 14, 2007

Conta-salário sem taxas vai demorar

BANCOS-Instituições serão proibidas de cobrar mensalidade ou taxas sobre a movimentação da conta-salário


O ano de 2006 ficou marcado por uma vitória histórica do consumidor contra as instituições financeiras. Depois de um julgamento que durou quatro anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC) continuam valendo nas disputas judiciais entre bancos e clientes. Mas, poucos dias antes da virada do ano, o consumidor voltou a sentir o poder do lobby dos banqueiros: o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu adiar por até cinco anos a entrada em vigor da chamada conta-salário, que proibiria os bancos de cobrar qualquer tipo de taxa sobre as contas em que os trabalhadores recebem seus vencimentos.

Publicada em 6 de setembro do ano passado, a resolução 3.402 previa que a conta-salário entraria em vigor a partir de 1.º de janeiro. Além de serem proibidos de cobrar mensalidade ou taxas sobre a movimentação da conta-salário, os bancos ainda seriam obrigados a transferir automaticamente os salários, no mesmo dia e sem custo, para outras contas mantidas pelos trabalhadores, se estes desejassem – é a chamada “portabilidade”. Servidores públicos e funcionários do setor privado poderiam manter as contas que já possuíam em outros bancos, sem ter de arcar com os custos da conta-salário – que geralmente é aberta em uma instituição determinada pela empresa em que eles trabalham, sem que possam escolher. Ou seja, com a resolução o brasileiro finalmente teria acesso a um direito básico garantido pelo CDC: a liberdade de escolha do fornecedor.

Por enquanto, todas essas vantagens estão mantidas. O que o CMN mudou, no dia 21 de dezembro, foi o cronograma da implantação da conta-salário. O trabalhador vai precisar de uma boa dose de paciência: com a alteração, a medida só entra em vigor em 2 de abril, e apenas para contratos de conta-salário firmados entre bancos e empresas após 5 de setembro de 2006. Para contratos anteriores, a esperada isenção de taxas será obrigatória apenas a partir de 2009. Pior ainda é a situação dos servidores estaduais e municipais, que só serão beneficiados pela resolução do CMN em 2012.

A intenção do governo com a criação da conta-salário era aumentar a competição entre os bancos e, conseqüentemente, reduzir os juros bancários. “Quando a medida entrar em vigor, o consumidor poderá deixar seu dinheiro na conta-salário ou transferi-lo para outra conta sua. Com isso, poderá escolher o banco com menor juro, melhor atendimento, melhor produto”, diz Felippe Monteiro, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Por não poder cobrar taxas sobre a conta-salário, os bancos teoricamente vão oferecer vantagens para que os clientes mantenham seu dinheiro nela. “São facilidades como isenção na anuidade do cartão de crédito, juros mais baixos para empréstimos e cheque especial, melhores condições para compra de automóveis e contratação de seguros”, explica a advogada Markléa da Cunha Ferst, professora da Unibrasil.

Se tudo der certo, além de não pagar pela movimentação de sua conta-salário, o consumidor ainda terá condições melhores para aproveitar os produtos e serviços oferecidos pelas instituições financeiras – que há anos dividem com operadoras de telefonia e planos de saúde os primeiros lugares nas listas de reclamações de clientes. Mas alguns especialistas levantam dúvidas sobre a eficiência da medida. “Não acredito que a portabilidade da conta-salário aumente a competição entre os bancos. Há anos as instituições mantêm os mesmos produtos, com mesmas taxas”, diz o advogado Amarílio Vasconcellos, especialista em contratos empresariais do escritório Vale e Vasconcellos.

Luiz Afonso Cerqueira, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-PR), considera bem-intencionada a iniciativa do governo, mas diz que o brasileiro não tem tradição de mudar de banco motivado apenas por taxas de juros mais baixas ou outras facilidades. “O consumidor se preocupa muito mais com o atendimento do banco e com comodidades como a proximidade de casa ou do trabalho.”

Fernando Jasper - Gazeta do Povo

terça-feira, janeiro 09, 2007

Banco do Brasil administra taxas do Detran no Paraná

Desde terça-feira (02) todas as taxas do Detran passaram a ser recolhidas pelo Banco do Brasil.

A diretoria do Detran avaliou como positivo o processo de transferência do recolhimento de taxas de serviços do Banco Itaú para o Banco do Brasil, iniciado nesta terça-feira (2). Reunido com representantes do Banco do Brasil, sindicatos dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e dos Despachantes do Paraná, nesta quarta-feira (3), o coronel David Antonio Pancotti, diretor-geral do Detran/PR, lembrou que esta transferência segue a orientação do governador Roberto Requião de que contas públicas devem ser administradas por bancos públicos.

Rogério Carboni, diretor-financeiro do Detran/PR, destacou o empenho e agilidade dos funcionários do Banco do Brasil que, em tempo recorde, conseguiram colocar em funcionamento 11 postos de atendimentos nas Ciretrans das maiores cidades do Estado. “As instalações do Banco do Brasil na sede do Detran devem ser ampliadas nos próximos dias para melhorar ainda mais o atendimento ao cidadão”, disse Carboni.

Luiz Antônio Digiovani, gerente da Agência Governo do Banco do Brasil em Curitiba, afirmou que tanto os despachantes quanto os Centros de Formação poderão realizar todo o procedimento de recolhimento de taxas por meio da internet. Os recolhimentos não terão custos adicionais como ocorria anteriormente com o Banco Itaú.

Digiovani adiantou que representantes do Banco devem ter outras reuniões agendadas com os sindicatos dos CFCs e Despachantes para estudar novas propostas que possam agilizar ainda mais os serviços oferecidos.

Guias – Desde o último dia 2 todas as taxas de serviços Detran estão sendo recolhidas diretamente no Banco do Brasil. A Guia de Recolhimento do Licenciamento Anual do Veículo (GRLAV) poderá ser obtida pela internet www.pr.gov.br/detran, serviços rápidos, na opção licenciamento. É necessário digitar o número do Renavam para se ter acesso ao extrato e à opção emitir guia.

Dúvidas podem ser sanadas pelo fone 0800-643-7373, a ligação é gratuita.