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terça-feira, setembro 02, 2008

Manter um carro já está 4,19% mais caro este ano

Por: Equipe InfoMoney
01/09/08 - 16h46
InfoMoney


SÃO PAULO - Colocar combustível no carro, fazer a manutenção e pagar impostos e seguros são procedimentos que já estão 4,19% mais caros para os motoristas este ano, na comparação com os oito primeiros meses de 2007, conforme aponta a Inflação do Carro, medida pela Agência AutoInforme e divulgada nesta segunda-feira (1).

Apesar da alta do IMC (Índice de Manutenção do Carro) registrada no acumulado, o mês de agosto registrou a menor alta do ano, com 0,08%, índice praticamente estável.

Combustível não foi o vilão
O IMC levanta os preços de produtos, serviços, impostos e seguros, sendo que o que mais está pesando no bolso do consumidor neste ano é o setor de serviços, o qual já subiu 8,04%. Seguidamente veio o preço do seguro, que ficou 6,85% mais caro.

Já os produtos acumularam alta menor que a média, apenas 1,99%. É nesse setor que estão os combustíveis e, apesar de eles representarem o maior gasto do motorista, eles não contribuíram para o aumento anual, já que álcool e gasolina terminaram agosto em queda, de 2,28% e 0,61%, respectivamente.

Entretanto, o aumento registrado em determinadas peças, como lona de freio (28,76%), influenciou a alta. Outros dois itens também obtiveram crescimento significativo entre janeiro e agosto: a bateria (20,22%) e a limpeza do bico injetor (19,63%).

Já os itens que mais caíram no acumulado foram lavagem completa, registrando queda de 3,41%, e seguro obrigatório, com menos 1,2%.

Inflação mensal
Considerando apenas o mês de agosto, quando a Inflação do Carro registrou alta de 0,08%, os principais propulsores foram os aumentos nos preços da pastilha de freio (+3,19%) e do jogo de velas (+2,32%). Já a lona de freio, item que mais subiu no ano, teve queda de 5,23% em agosto.

Controle: com portabilidade, como saber para qual operadora está ligando?

Por: Tabata Pitol Peres
01/09/08 - 18h53
InfoMoney


SÃO PAULO - Nem só de benefícios ao consumidor é feita a portabilidade numérica, que entrou em vigor nesta segunda-feira (01). A afirmação é do presidente da Teleco, Eduardo Tude.

"Uma das desvantagens é que agora ficou mais difícil para o consumidor identificar de qual operadora é o celular para o qual ele pretende ligar. Antes dava para identificar pelo número, agora não dará mais. E para quem possui aqueles planos em que a ligação para linhas da mesma rede é mais barata, isso pode se tornar um grande problema", afirma.

Descontrole
Embora as operadoras sejam obrigadas a disponibilizar, de forma gratuita, no site e no centro de atendimento por telefone, a informação se determinado código de acesso pertence ou não à sua rede, para que o usuário saiba se realizará uma chamada intra ou inter-redes, o novo sistema pode gerar um descontrole na conta de telefone.

"O consumidor tem que ficar muito atento nesse primeiro momento da portabilidade. Vamos supor que ele esteja, dentro do plano contratado por ele, acostumado a ligar para determinados números e pagar muito pouco por essas ligações. Se esses contatos dele mudarem de operadora e não avisá-lo ele continuará ligando, achando que está fazendo uma chamada barata dentro da rede, e poderá estar fazendo uma ligação bem mais cara para fora da rede, ou seja, a conta de telefone pode vir alta no final do mês", afirma a coordenadora de relações institucionais da Pro Teste, Maria Inês Dolci.

O conselho é ficar atento e pesquisar. "É trabalhoso, mas nesse primeiro momento o conselho é: está em dúvida se determinada pessoa mudou ou não de operadora? Faça a consulta. É melhor ter esse trabalho do que perder o controle e receber uma fatura com um valor muito maior que o esperado no final do mês. E não se esquecer de pedir para os amigos avisarem sempre que forem optar pela portabilidade".

Realidade
Para Tude essa é uma situação sem muitas soluções. "Nesse caso não há nada que as operadoras ou a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) possam fazer para facilitar a vida do consumidor. Infelizmente, cabe a ele se manter informado e, se quiser controlar sua conta no final do mês, pesquisar quais números continuam sendo da mesma operadora que a dele".

O presidente conta que essa é uma realidade enfrentada em diversos países. "Em todos os países onde há a portabilidade, existe esse problema de identificação. Em alguns lugares é ainda pior e o consumidor não consegue nem saber se está ligando para um telefone fixo ou móvel", explica.

E completa: "Mas eu acredito que não haverá um grande descontrole não. Primeiro porque não acho que terá tanta gente assim mudando de operadora e, segundo que, na sua rede de amigos, normalmente você sabe quando alguém resolveu mudar né? Se você tem um plano que te permite pagar tarifas mais baratas para falar com sua mãe, seu namorado e seus amigos, eles provavelmente lhe avisarão se resolverem mudar, não é?"

Longevidade e aumento da renda média estimulam consumo de seguros

Por: Equipe InfoMoney
28/08/08 - 14h49
InfoMoney


SÃO PAULO - A economia brasileira atravessa um momento de boas oportunidades. Uma delas é para o setor de seguros, reconhece o superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Armando Vergílio. Para ele, a estabilidade e o crescimento econômico, além das mudanças ocorridas na sociedade, como o aumento na expectativa de vida, devem estimular o mercado de seguros, sobretudo os de vida e a previdência.

Vergílio observou na quinta-feira (27), durante a abertura do Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, promovido pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que o aumento do número de idosos e a migração de uma grande massa de mais pobres para a classe média são vistos pela Susep como um desafio. Caberá ao mercado trabalhar para a criação de novos produtos e soluções para atender aos novos consumidores de seguros.

Seguros para baixa renda
Um dos avanços já apontados pelo superintendente é a popularização do seguro de vida. "Conseguimos aumentar a base de consumo, antes restrita às classes A e B", afirmou, segundo veiculado pela Fenaseg. Ele informou ainda que uma comissão criada no âmbito da Susep se encarregou de definir o conceito de microsseguro e indicar seu público-alvo.

O microsseguro, conforme definido pela comissão, será oferecido à faixa da população cujos ganhos estiverem por volta de um a três salários mínimos, ou seja, a população de baixa renda.

Novos produtos
A Susep tentará convencer os técnicos da Receita Federal em Brasília a respeito dos benefícios para a população e o Governo dos dois novos produtos propostos pela Fenaprevi nas áreas de saúde e educação.

O PreviSaúde é a proposta que isenta de tributos os resgates utilizados para pagamento de despesas médicas. O produto para a educação é o PreviEducação, que isenta de tributos os resgates destinados ao pagamento de curso superior. Segundo o atuário da Susep, Alexandre Penner, os produtos "tiveram boa acolhida em Brasília, até o momento".

Previdência privada
Na opinião de Patrick Larragoiti, primeiro vice-presidente da Fenaseg (Federação Nacional de Seguros Privados e de Capitalização) e presidente da SulAmérica, o momento atual é favorável ao mercado de seguros e de previdência privada.

"A inflação está controlada, houve aumento de renda para as camadas de menor poder aquisitivo do País e, além disso, o índice da economia informal caiu significativamente. Esses são fatores econômicos que vão demandar produtos financeiros, de seguros e de previdência", disse o executivo, que participou do painel Reflexões sobre as macrotendências do setor de vida e de previdência privada, na visão do segurador.

Lei Seca pode baratear seguros de jovens e deixar alcoolizados sem cobertura

Por: Equipe InfoMoney
01/09/08 - 17h31
InfoMoney


SÃO PAULO - De acordo com o vice-presidente da Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros), Sérgio Petzhold, a Lei Seca pode diminuir em 10% os preços dos seguros para os condutores entre 18 e 24 anos.

Os seguros para motoristas nesta faixa etária geralmente são de 15% a 30% mais caros, por conta do grupo ter perfil mais sensível a acidentes. Contudo, acredita Petzhold, a mudança de hábitos diminuirá os preços das apólices não só para os jovens como também para todos os motoristas.

"Sabendo que mais de 90% dos acidentes são causados por falha humana e não por algum problema no veículo e que grande parte destes acidentes deve-se à embriaguez, com a diminuição do número de acidentes, certamente haverá redução de custos. Além disso, as pessoas irão preferir carona, táxi ou outro meio de transporte, quando forem para alguma reunião social, algum jantar de família, e acabarão por expor menos seus veículos ao roubo, o que também contribuirá para diminuir os preços", disse.

Sincor
No geral, a Lei Seca pode causar redução de 10% a 20% nos preços de seguros de automóveis no País, segundo o presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo), Leôncio de Arruda.

Entretanto, para que isso aconteça, são necessários dados estatísticos mais consistentes, a fim de que se possa verificar a eficácia e o real impacto da lei, diz ele.

STJ
Além de sofrer as penalidades previstas pela Lei Seca, agora quem dirigir embriagado pode ficar sem o seguro de vida e não de carro, como havia sido divulgado anteriormente pela assessoria de comunicação do órgão. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça julgou um processo no qual se decidiu que a embriaguez passa a ser agravante no risco do seguro.

Segundo o ministro Ari Pargendler, a seguradora não pode suportar riscos de fato ou situações que agravam o seguro. Todavia, ressalta ele, a decisão não foi tomada por conta da Lei Seca, já que o processo é anterior à edição dela.

O ministro explicou que a lógica do agravante do risco se respalda no antigo Código Civil, para quem segurado e segurador são obrigados a guardar no contrato a mais estreita boa-fé e veracidade.

Apesar disso, o vice-presidente da Fenacor acredita que a lei pode beneficiar as seguradoras em processos envolvendo motoristas que ingeriram bebida alcoólica. "Se antes a maioria das coberturas envolvendo motoristas embriagados já eram negadas, agora haverá o amparo da lei".

Quebrando o paradigma: situação financeira do idoso é melhor do que a do jovem

Por: Flávia Furlan Nunes
02/09/08 - 18h35
InfoMoney


SÃO PAULO - Eles chefiam 12,2 milhões de lares, o que corresponde a 22% do total no País. Apesar de serem tidos como dependentes financeiramente, boa parte dos idosos brasileiros sustenta suas famílias e sabe gerir o próprio dinheiro. Para se ter uma idéia, a situação do idoso é melhor do que a do jovem no Brasil.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo cientista social e ex-coordenador da ONU (Organização das Nações Unidas), José Carlos Libânio, os idosos têm uma massa de renda substancial de R$ 243 bilhões, o que significa que a cada R$ 4 ganhos no Brasil, R$ 1 está nas mãos de famílias com pessoas da terceira idade.

"Apenas 5% dos idosos e 2% das idosas relatam viver com dificuldades financeiras. É um mito achar que eles vivem mal", afirmou Libânio, durante a palestra "Longevidade no Brasil e no Mundo", que aconteceu no III Fórum da Longevidade da Bradesco Vida e Previdência.

Renda da terceira idade
A situação do idoso é melhor do que a do jovem, segundo informou o cientista social, porque ele tem mais poupança, contas bancárias e saldos. Além disso, outros 66% são chefes de família. "Eles têm capacidade de gerir o que têm. Se for olhar quem depende de quem, são os mais jovens que dependem dos mais idosos".

Segundo os dados apresentados no Fórum, 85% dos idosos têm autonomia e independência financeira, sendo que 71% destes afirmaram ter controle total de suas despesas, enquanto outros 14% disseram que o controle é parcial. "O Brasil é diferente de outros países, aqui o idoso está mais absorvido pelo mercado de trabalho do que em outros países", afirmou Libânio.

Outro dado interessante mostra que 83% dos idosos têm casa própria paga, considerando as pessoas com mais de 60 anos. "Um cenário que se observa é que a primeira coisa que queremos é ter um teto para morar. Tendo isso, começamos a nos preocupar com a segurança financeira. Hoje temos um boom da construção civil. A prestação cabe no bolso, com os juros menores e o alongamento dos prazos. À medida que diminui o déficit habitacional, aumenta a preocupação financeira".

Os dados mostram que os lares chefiados por idosos estão, em sua maioria, concentrados nas famílias de menor poder aquisitivo, uma vez que 51% deles estão nas classes C (29%), D (17%) e E (5%). Outros 21% estão na classe B e 28%, na A.

Oscilação da renda do brasileiro
Conforme explicou Libânio, a renda do brasileiro costuma subir até atingir o pico aos 50 ou 60 anos de idade. Depois disso, ela cai, mas no Brasil essa queda é mais suave, na comparação com outros países, tanto que aos 75 ou 80 anos de idade, os idosos já têm uma renda equivalente àquela que adquiriram aos 35 anos. "Isso para todas as classes sociais", ponderou Libânio.

Porém, quando a renda é desagregada por classe social, há um fenômeno interessante no Brasil: "a renda da classe A tem uma queda muito mais forte, quando chega a aposentadoria. Abaixo da A, ou nas classes B, C, D e E, chega no pico, permanece e depois tem uma leve queda".

De acordo com Libânio, uma explicação para a situação seria que a renda fica mais estável por causa dos recursos da Previdência Social, no caso das classes menos abastadas. Já a classe A tem uma renda maior no final da vida profissional e não consegue a aposentadoria na mesma proporção do salário alto que ganhavam.

Confira dez ações listadas na carteira recomendada da Spinelli para setembro

Por: Equipe InfoMoney
02/09/08 - 12h17
InfoMoney


SÃO PAULO - A corretora Spinelli divulgou na última segunda-feira (1) a carteira recomendada para o mês de setembro, listando dez ações que, de acordo seus analistas, podem oferecer retornos atrativos no período.


Na comparação com o portfólio anterior, a maioria dos papéis foi mantido, sendo substituídos apenas os da Aracruz pelos da VCP. Em agosto, a empresa apresentou um resultado abaixo da média da carteira, influenciado pela queda no preço das commodities.

Confira as recomendações

Empresa Código Preço-alvo Upside*
Bradesco BBDC4 R$ 50,00 66,9%
Banco do Brasil BBAS3 R$ 40,00 68,1%
Itaú ITAU3 R$ 47,20 53,5%
Eletrobrás ELET3 R$ 44,00 49,2%
VCP VCPA4 R$ 60,00 71,8%
Petrobras PETR4 R$ 60,00 71,9%
Vale VALE5 R$ 70,00 84,2%
CSN CSNA3 R$ 100,00 77,0%
Gerdau Metalúrgica GOAU4 R$ 70,00 68,7%
Usiminas USIM5 R$ 90,00 57,3%

*Potencial de valorização tendo como base as cotações de fechamento do dia 29 de agosto