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quarta-feira, junho 20, 2012

20/06/2012

Indústria Financeira

Bancos dão mimos para conquistar clientes super-ricos
O aumento do número de milionários no Brasil tem resultado na sofisticação dos serviços financeiros voltados a esses clientes. Para atraí-los, não basta administrar fortunas: as instituições precisam, hoje, atuar como "conselheiras" dos milionários e oferecer a eles experiências raras, como assistir a corridas de Fórmula 1 de locais exclusivos ou velejar ao lado de campeões olímpicos.

Fatia de 55% de clientes no Brasil quer mudar de banco
Renato Madio morou nos Estados Unidos por dez anos, e nunca teve problemas com serviços bancários durante esse período. Desde que voltou ao Brasil, há dois anos, já mudou do Bradesco para o Santander e planeja agora transferir a sua conta principal para o Banco do Brasil (BB). "Sai do primeiro banco porque pagava tarifa para tudo, era um absurdo", diz o administrador de empresas, de 30 anos. "Agora, estou pensando em trocar de novo, desta vez para outro que cobra taxas de juros muito mais baixas, que cortou nos últimos meses."

Captação e Serviços

CVM alerta para taxa de administração de fundos


Crédito

Demanda de crédito por empresas sobe 6,7% em maio
Taxas do empréstimo pessoal ainda são altas
Crédito do Bradesco deve crescer 15% em 2012

Agronegócios

Agronegócio deve superar meta de exportações neste ano


Itaú

Itaú Unibanco adquire participação de 3,6% na YPF


Parcerias e aquisições

Mizuho vai comprar unidade brasileira do banco WestLB, diz fonte


Macroambiente

Crescimento de 2% não condiz com realidade, diz Fraga
O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, avaliou nesta terça-feira que uma taxa de crescimento de 2% não condiz com a realidade da economia brasileira e acredita estar ocorrendo uma visão muito pessimista em relação ao Brasil, especialmente da parte do investidor estrangeiro. Segundo ele, é um processo inverso ao que se viu quando a economia estava crescendo a 7,5%, como em 2010, em que a percepção em relação à economia brasileira era altamente positiva.

Brasil teve maior crescimento de milionários, aponta estudo
O Brasil foi o país com o maior aumento percentual no número de milionários em 2011, de acordo com estudo da consultoria Capgemini em parceria com a RBC Wealth Management.

Economia

Economia mundial precisa de estímulos, diz Dilma
Brasil vai crescer a um ritmo de 4% no quarto trimestre, diz Tombini

Ciência e Tecnologia

Celulares: Brasil tem quase 255 milhões de linhas ativas

Organizações

Glossybox oferece cosméticos na sua porta
Empresas brasileiras na China sofrem com 'falta de informações'
Toyota cria carro para o consumidor do futuro: as crianças

Sociedade e Demografia

Box1824 lança "All work and all play", sobre o comportamento da Geração Y
Programas para auxiliar funcionários endividados ajudam na produtividade
Metade dos brasileiros não quer nome no Cadastro Positivo

Bancos dão mimos para conquistar clientes super-ricos

O aumento do número de milionários no Brasil tem resultado na sofisticação dos serviços financeiros voltados a esses clientes. Para atraí-los, não basta administrar fortunas: as instituições precisam, hoje, atuar como "conselheiras" dos milionários e oferecer a eles experiências raras, como assistir a corridas de Fórmula 1 de locais exclusivos ou velejar ao lado de campeões olímpicos.

O Brasil tem, atualmente, cerca de 50 mil milionários que investem seu dinheiro por meio dos private banks, instituições que fazem a gestão e o planejamento financeiro dessas fortunas, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
No total, R$ 434,4 bilhões estavam sob gestão dos private banks em 2011, o que representou um crescimento de 21,6% na comparação com 2010. O crescimento desse segmento no Brasil é bem maior do que a média mundial, de cerca de 7% ao ano, segundo a Anbima.

Para fazer parte desse seleto grupo de clientes, é preciso ter alguns milhões em dinheiro para investir. Apesar de a Anbima considerar private um cliente que tem pelo menos R$ 1 milhão para destinar a investimentos, as instituições costumam restringir ainda mais o acesso a seus serviços especiais.

Profissional vira ´confidente´ do cliente
Os clientes do segmento de private banking do Santander no Brasil, por exemplo, são aqueles que têm, pelo menos, R$ 3 milhões para investir no próprio banco.

Os profissionais da instituição não apenas administram os recursos desses clientes, como cuidam também da gestão de seu patrimônio (imóveis, por exemplo), planejam a sucessão deles nos negócios e até a divisão de bens no caso de um divórcio, por exemplo.

O relacionamento com esse cliente, diz o superintendente de private banking do Santander, Marcos Shalders, é muito mais próximo do que o de um gerente de banco com um cliente tradicional.

"Esse cliente valoriza muito o relacionamento. Ele quer que o profissional esteja sempre presente e não gosta de mudanças –quer ser atendido sempre pela mesma pessoa. Muitas vezes o private banker vira uma espécie de confidente para quem ele expõe dúvidas e preocupações."

Horário de agência não existe no segmento
A disponibilidade é outro fator fundamental para conservar esse cliente, diz Shalders, do Santander. "O horário da agência de banco não existe no private banking", afirma.

O gerente-executivo de private banking do BB, Yves Cardoso Fidalgo Júnior, confirma. "Se um cliente teve um sinistro com o carro e precisa acessar o seguro às 8h da manhã, por exemplo, o profissional precisa estar disponível", diz.

O Banco do Brasil tem cerca de 170 profissionais qualificados para atender aos clientes de private banking no país. Pelo menos 20% têm CPF (Certified Financial Planner), certificação internacional dada a planejadores financeiros.

"O segmento de private banking oferece um nível de consultoria financeira de excelência, os gerentes mais bem treinados e mais qualificados, que passam por treinamentos constantes", diz Fidalgo Júnior.

Para ser cliente private do BB, é preciso ter pelo menos R$ 2 milhões disponíveis para investir no próprio banco.

Para agradar, mimos que não estão à venda
Além de oferecer o que chama de "trivial básico" (praticamente todos os produtos de investimento disponíveis no mercado, planejamento sucessório, venda de empresas), Shalders, do Santander, diz que a instituição também procura fazer alguns "mimos" aos clientes afortunados, oferecendo coisas que não estão à venda.

Como o banco é patrocinador da Fórmula 1, alguns clientes sempre são chamados, por exemplo, para assistir a corridas em espaços reservados, tanto no Brasil como em outros países.

"Recentemente trouxemos um chef francês ao Brasil e convidamos um grupo de clientes que gosta de gastronomia para um jantar", diz Shalders. Outros clientes foram convidados para uma conversa sobre o mercado de arte mundial com um especialista internacional. "São experiências que esses clientes, mesmo tendo dinheiro, não poderiam comprar."

Os clientes do segmento private do BB também são "mimados" com experiências do tipo. A instituição já chegou a fechar a Sala São Paulo para uma apresentação exclusiva da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) só para eles.

Alguns clientes também já foram agraciados com a oportunidade de velejar com o bicampeão olímpico Robert Scheidt e de participar de uma aula com o tenista Gustavo Kuerten.

"Esse cliente precisa ser encantado", diz Fidalgo Júnior, do BB.

Fonte: Uol
Data da informação: 20/06/2012

terça-feira, junho 19, 2012

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quarta-feira, junho 13, 2012

13/06/2012

Bancos
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